Acaba que, no final das contas, a gente só obedece mesmo o ♥.
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“Por um pedaço de pão, por uma estória pra contar
Por acaso, por um triz, só pra contrariar tua direção
Tua mão a indicar o rumo certo, o caminho mais curto
Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar
Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra
Um sentido escondido em algum lugar
Devolva-me o que você levou… ou
Leve-me contigo: perca-se comigo
Sempre me perco pelas mesmas ruas
Não trago mapas, não leio as placas
Não sigo pegadas quando sei que são tuas
Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar
Se perdi o tom foi pra escapar da tua atração:
Canto de sereia em alto mar
Devolva-me o que você levou… leve-me contigo: perca-se comigo”.
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Menos apego, menos memória, menos rancor.
Mais harmonia, mais sabedoria e mais amor.
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Assobio do dia:
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz… e ser FELIZ”.
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Brasil! Meu Brasil Brasileiro. Meu mulato inzoneiro. Vou cantar-te nos meus versos”. (Aquarela do Brasil – Ary Barroso)
Inzoneiro: sonso, malandro, mentiroso.
Patriota como sou, vim aqui defender o “jeitinho (unicamente) brasileiro” tantas vezes confundido com malandragem. Primeiro, a malandragem, apesar de tipicamente brasileira, não é única do nosso país; já o “jeitinho” é. Mas que “jeitinho” é esse?
(Insônia faz a gente ler/escrever cada coisa)
Bom, Sérgio Buarque de Holanda bem o descreveu em seu livro “Raízes do Brasil”, onde discorre sobre a intrínseca cordialidade do brasileiro. (Nós, brasileiros, cordiais?) Sim. Porém, não no sentido de gentil que você está pensando, mas de quem age movido pela emoção (cor, cordis = ♥ em latim) ao invés da razão.
“A inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, nisto que uma e outra nascem do coração”. – exemplificou o pai de Chico.
Então, é isso, não confundamos. Sou totalmente adepta do jeitinho brasileiro. Acho sim que pra quase TUDO tem um jeito desde que exista BOA VONTADE. E eu simplesmente abomino quem “embaça” a vida alheia. Tem gente que perde o bom senso em nome do “correto”. Correto pra quem???
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Assobio do dia:
“Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. (a autoria do provérbio é controversa, mas alguém duvida que veio de um brasileiro?
)
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(Escrito em Maio/2010)
Sabe aquela música de Vinicius de Morais:
“Era uma casa muito engraçada não tinha teto não tinha nada (…)”
Pois imagine uma casinha, não como a de Vinicius, mas uma casinha com teto, com tudo, apenas sem chão. Imaginou? Pois bem, sou eu, hoje. Mas SÓ hoje!
O teto seria em que acredito (Deus, amor, família, amigos, etc.). Tudo é o que restou, pois por mais que a vida tire, sempre terei tudo. Porque o tudo vem de dentro e não dos outros. Chão é aquela referência, aquela base, aquele exemplo daquilo que acredito, é em QUEM eu acredito.
Casinha sem chão, para alguns possa ser um EXAGERO, visto que um pequeno pedaço apenas de chão foi destruído. Mas aos olhos da dona da casinha, não é. Pois hoje ela pisava exatamente naquele metro quadrado que quebrou e ela escorregou… então é como se todo o piso também pudesse quebrar… e é daí que vem a sensação de ‘sem chão’, não é nem tanto pelo azulejo quebrado, mas pelo receio que todos sejam igualmente frágeis.
Mas como o teto foi muito bem construído ao longo de 22 anos, ‘sem chão’ hoje, amanhã não mais. O que importa é indestrutível as atitudes humanas.
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Assobio do dia:
Talvez se esperássemos menos das pessoas, talvez se construíssemos fortes impenetráveis ao invés de casinhas cheias de portas e janelas, talvez fôssemos inabaláveis… mas, com certeza, bem menos humanos.
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(Vulgo: ‘Nem c***, nem desocupa a moita’.)
Princesa: Faço-te mal?
Sapo: Só quando me deixas.
Princesa: Sempre te deixo. Não posso ficar aqui.
Sapo: Eu sei.
Princesa: Então, porque apareces sempre que eu te chamo?
Sapo: Porque tenho medo de ser a última vez.
(…)
Sapo: E tu, porque ainda me chamas?
Princesa: Na esperança de ser… a última vez.
…
E foram infelizes sem saber.
#FIM#
Assobio do dia:
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Nunca leio revista Cláudia, mas estava no salão, esperando minha vez, fazendo PN e entediada, então, por que não né? Página vai, página vem… moda, sexo, dieta, filhos, relacionamentos… até que… uma entrevista com Nando Reis!
Eu, muito feliz, fui me entreter…
“
Sou ansioso. Nem sempre isso aparece nas minhas canções. Ali se revela o que eu quero ser, não o que sou. Minha música é puro desejo". (Nando Reis)
Lembrei-me do Lalaka, quando, ao criá-lo, escrevi que o blog era um pouco de quem penso que sou, hoje diria mais, ele é também um pouco de quem QUERO SER.
Puro desejo… às vezes, tão perto; outras, nem tanto.
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Assobio do dia:
Escrevam.
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